Inês Matos.  49 anos.  De Santa Comba Dão.

Esta é a minha identidade.

O que me define, antes de qualquer outra coisa, são estes elementos, e não as mentiras que se disseram e escreveram sobre mim.

Sim, disseram-se muitas mentiras, mentiras ditas por mentirosos.

Mentiras ditas por quem nunca soube estar porque acha que está coberto pela manta do poder ou porque está coberto pela manta do dinheiro e nada lhe pode acontecer.

Mentiras ditas por mentirosos sem escrúpulos que mentiram e enganaram todos aqueles que confiaram neles com o seu voto, aqueles que prometeram resolver os problemas de Santa Comba Dão, que prometeram trazer progresso e prosperidade e só trouxeram discórdia, frustração, desilusão e retrocesso.

Mentiras ditas por mentirosos sem escrúpulos que contribuem diariamente, com as suas mentiras, para o descrédito da política e dos políticos.

Muitas mentiras foram lançadas durante esta campanha sobre nós: eles são os papões, eles são os responsáveis pela desgraça de Santa Comba Dão, eles vão aumentar as rendas sociais, eles vão obrigar a apertar o cinto.

Estas mentiras foram ditas por mentirosos sem escrúpulos que estão a destruir a democracia e a contribuir para a escalada de partidos extremistas.

Mentiras ditas por mentirosos sem escrúpulos que patrocinaram as canetas e os porta-chaves de campanhas eleitorais que esperavam trazer-lhes benefícios, mas que, também eles se sentiram traídos pelos amigos políticos, e aparecem agora como os denunciadores dos horrores de Santa Comba Dão.

Aqueles que chamaram à nossa terra, uma galeria de horrores, uma Venezuela, uma parvónia.

Santa Comba Dão não é nenhuma galeria de horrores, nem tão pouco uma parvónia.

Santa Comba Dão é um concelho lindo, mas que sofre maus tratos há doze anos.

Mas que tem esta gente contra a nossa terra?

Como pode alguém dizer que ama Santa Comba Dão e desprezá-la como tem desprezado?

Como pode alguém ser tão incoerente com o que diz e o que faz?

Como aceitámos nós ser maltratados assim por tanto tempo?

Permitimos que Santa Comba Dão batesse no fundo. É verdade. A responsabilidade é nossa. Fomos nós que permitimos que isto acontecesse.

Prometeram-nos resolver a dívida e nós acreditámos. A dívida baixou? Mal seria que 12 anos depois e sem obra para mostrar, a dívida não tivesse baixado, mas a dívida não desapareceu.

Em 2017 prometeram-nos 5 milhões em investimento garantido mas logo no dia a seguir às eleições o enorme cartaz que anunciou tanto milhão foi retirado, não fosse o povo lembrar-se de cobrar a promessa que NUNCA se cumpriu.

5 milhões de investimento garantido?? Onde?? Eu nunca os vi porque nunca passaram de mais uma mentira.

Em 2021 prometeram-nos que seria dessa mas também não foi.

A COVID 19, a guerra, os incêndios, as alterações climáticas, tudo, mas tudo mesmo, serviu de desculpa para a incompetência que salta à vista e que se arrastou por mais de uma década. Para a indolência na simples resposta aos cidadãos a tempo e horas. Para a preguiça que fez empurrar com a barriga problemas simples de resolver e que apenas precisavam de um mínimo de atenção.

Até os trabalhadores da câmara são acusados de terem sido a razão da estagnação, do retrocesso.

Sim, porque Santa Comba Dão não se limitou a parar no tempo, é mais grave, Santa Comba Dão retrocedeu, andou para trás, perdeu qualidade de vida e isso é um facto, todos os indicadores o demonstram.

Todos nós, funcionários da câmara, eu incluída, fomos alvo dessa acusação, e também eu servi como desculpa para a  incompetência de outros.

Os trabalhadores da câmara municipal cumprem ordens, fazem o que lhes mandam, e quantos fazem muito mais do que isso!

Têm iniciativa, alertam, mostram-se disponíveis para fazer mais, muito mais, mas não os deixam.

Aquela casa precisa ser gerida. Precisa de planeamento, organização e diálogo. Precisa que todos aqueles que dela fazem parte, sintam que são respeitados, valorizados e ouvidos, pois essa será a principal motivação para o trabalho, para servir com brio os nossos munícipes. Os trabalhadores da câmara municipal precisam de liderança, uma liderança que conheça também os seus problemas, os oiça e que com diálogo resolva as injustiças sentidas por tantos.

Os munícipes estão revoltados com a câmara, com o mau serviço que presta; pela falta de resposta a um simples mail, pelos prazos de licenciamento que levam à desistência de investidores ou de um simples cidadão que quer, tão só, vir viver para Santa Comba Dão; pela burocracia criada internamente, contra a própria lei que exige procedimentos simplificados; pela cobrança de taxas e taxinhas que oneram os munícipes de forma injusta.

A câmara municipal deve servir, não complicar a vida dos cidadãos e há anos que essa tem sido a sua principal marca, dificultar a vida dos Santacombadenses. Isto não pode continuar.

Estamos cansados que a desculpa seja o passado.

Quem se apresentou a eleições prometeu-nos futuro, nunca nos disse que iria passar doze anos a lamentar-se, a arranjar desculpas.

Santa Comba Dão precisa de olhar em frente, precisa de quem cuide dela, mas este não será um caminho fácil.

Sabemos bem que é fácil cair na tentação de acreditar nas promessas que se ouvem por aí:

– de que é agora que vão alcatroar todas as estradas, não só as estradas dos amigos mas também as estradas dos outros e até fazer novas estradas;

– de que é agora que vão fazer as termas do Granjal, que andam a prometer há mais de duas décadas mas que agora é que é, mesmo sabendo que este é um projeto fantasma e que tem trazido grandes constrangimentos a uma população que já não acredita na sua viabilidade. Umas termas do Granjal para as quais até nomearam uma diretora técnica remunerada, desde 2014. Uma diretora técnica para umas termas que não existem;

– de que é agora que a Sra. da Ribeira será uma zona balnear de excelência quando a câmara nem sequer o espaço conseguiu ordenar de forma eficaz;

– a promessa de que é agora que vão fazer um parque verde, que nasce não de um verdadeiro projeto com cabeça, tronco e membros, mas de uma simples candidatura para a aquisição de árvores que tinham que ser plantadas à pressa senão tinham que devolver o dinheiro da candidatura;

– de que é agora que temos a feira em condições, feira essa implantada num terreno arrendado, que não é propriedade da câmara municipal e onde se investiram milhares de euros, num espaço, repito, que não é da câmara;

– de que é agora que vão ampliar as nossas zonas industriais, nomeadamente, a zona industrial das Lameiras mas esquecem-se que, para isso, andaram a comprar terrenos situados em reserva ecológica nacional onde nada pode ser construído;

– a promessa de que é agora que o mercado municipal se vai transformar no espaço multiusos falado há tantos anos, quando nem disponibilidade financeira houve para mudar a instalação elétrica;

– de que é agora que a saúde vai melhorar porque se construiu uma nova unidade de saúde. Uma unidade de saúde pronta há mais de 3 anos mas que só abriu há 3 meses, e que já se encontra fechada por falta de médico e enfermeiro;

São muitas as mentiras e as ilusões apresentadas ao povo e sempre associadas ao medo, à ameaça, à suspeição ou às promessas de emprego, favores e regalias.

Não nos identificamos com esta forma de estar na política.

A linha da nossa candidatura foi apenas uma, falar verdade, usar da maior honestidade com todas as pessoas que nos atenderam, com todos os que perderam um bocadinho do seu tempo para ouvir o que temos para lhes dizer, sem promessas falsas e milagrosas porque conhecemos a realidade do nosso município.

Sabemos ao que vamos.

Sabemos com o que podemos contar, por isso, não podemos aceitar ter a taxa de escolarização mais baixa dos concelhos vizinhos. Vamos dar prioridade à educação e formação das nossas crianças e jovens. Vamos recuperar e modernizar o parque escolar de Santa Comba Dão. Não mais deixaremos fugir os fundos disponíveis para financiar este tipo de intervenções. Vamos ligar a oferta de ensino profissional com as necessidades do tecido empresarial das nossas empresas. Vamos criar um centro de formação pós-graduada no concelho.

O ganho médio mensal dos trabalhadores do nosso concelho é o mais baixo dos concelhos vizinhos, por isso, vamos, de forma progressiva, reduzir a participação do Município no IRS pago pelos contribuintes do nosso concelho.

Santa Comba Dão é o concelho onde menos empresas são constituídas, por isso, vamos dar um sinal às empresas que já atuam em Santa Comba Dão e a todas as que poderão vir a investir no nosso território. Vamos eliminar o imposto municipal da Derrama, reduzindo a taxa para 0%. Vamos apoiar os investidores agilizando os processos de licenciamento através de uma “Via Verde”. Vamos criar espaços para incubação de empresas e projetos para acolher empreendedores de todas as idades. Só com mais empresas é possível aumentar a riqueza e o rendimento disponível dos trabalhadores e das famílias.

Somos o concelho com menor procura de turistas face ao número de camas disponíveis. O chavão era o turismo mas este nunca se refletiu, verdadeiramente, na economia local. Queremos aumentar o fluxo de turistas que chegam a Santa Comba Dão para explorar o nosso património natural, religioso e urbanístico, potenciando as infraestruturas que servem o concelho, comunicando adequadamente a sua localização, as suas acessibilidades e o seu posicionamento no coração da Beira Alta, como o IP3, futura autoestrada, a estação de comboios, a ecopista e os nossos rios.

Somos o segundo concelho com menos obras licenciadas e concluídas. Vamos agilizar o licenciamento urbano, dando prioridade e incentivos para a reabilitação dos edifícios já existentes. O benefício fiscal associado à reabilitação urbana não pode ficar limitado ao centro de Santa Comba Dão, mas deve estender-se a todas as áreas urbanas das nossas freguesias.

Vamos criar incentivos para atrair e fixar médicos e enfermeiros no nosso concelho. Queremos melhorar o número de profissionais de saúde por habitante para aumentar o nível de serviço de proximidade prestado à nossa população.

Este é o nosso compromisso, trabalhar para colocar Santa Comba Dão na rota do crescimento, sem mentiras, com transparência e muito empenho.

Temos as melhores equipas, constituídas por gente de trabalho, gente habituada a sacrifícios, que coloca acima do seu interesse pessoal, o interesse coletivo.

Sou presidente da maior Junta de Freguesia do concelho e sempre consegui conciliar todas as funções que exerço. Dá trabalho? Dá, mas nada se consegue sem trabalho, por isso a ideia de que só os reformados e pensionistas têm disponibilidade, é errada, com muito respeito que tenho por todos. Ser político é uma missão e quando assumimos essa missão, o tempo chega para tudo.

A todos os que confiaram no convite que lhes dirigi, o meu muito obrigada.

A todas as minhas equipas, parabéns, vocês excederam as minhas expectativas.

Quando olho para Vós vejo esperança no futuro de Santa Comba Dão e sinto um orgulho enorme por termos conseguido o envolvimento de tantos jovens e de jovens tão capazes! Sei que há muitos mais e só espero que este tenha sido o incentivo para que mais se juntem ao projeto num futuro próximo.

A verdadeira política é o que todos Vós procurastes fazer estes dias, ouvir, dar atenção ao mais pequeno pormenor, mas que pode ser o pormenor que faz a diferença na vida de alguém.

Vocês foram convidados por mim e eu por alguém fui convidada.

Não foi a primeira vez que o meu partido me convidou. Por duas vezes o fez e eu disse não, mas desta vez disse sim.

Disse sim por entender só agora estar preparada. Preparada para constituir boas equipas, preparada para assumir esta responsabilidade.

Servir a minha terra é uma honra para mim e uma honra foi também saber que o meu partido me reconheceu como a líder nestas autárquicas. Sem qualquer vaidade porque conheço as dificuldades e sei que não posso falhar.

Fui convidada pela Nacional e pela Distrital do PSD e depois de refletir assumi, com muito sentido de responsabilidade, o desafio.

Trouxe para estas eleições pessoas da sociedade civil, que nunca estiveram na política, pois essa foi a recomendação do líder nacional do partido, Luís Montenegro, que em janeiro último disse, e cito, “O PSD não quer, não vai ter candidaturas de amigos. Vai ter candidaturas daqueles que estão em melhores condições de servir o interesse das respetivas populações.

Fui escolhida na base dessa orientação e segui-a também na escolha da equipa que hoje, com muito orgulho, apresento.

Sei que tenho a melhor das equipas a estas eleições autárquicas, pessoas que acompanham, de muito perto a situação daquela que também é a sua terra e por ela querem trabalhar.

Pessoas que querem dar o seu contributo porque também sentiram que chegou a hora de dizerem sim.

A todos os Santacombadenses apenas pedimos o seu voto de confiança.

Confiança na verdade, na transparência, na sua experiência e seriedade.

Os desafios que Santa Comba Dão enfrenta, carecem de um executivo municipal forte, de uma assembleia municipal alinhada com estes princípios de verdade e rigor, e equipas às Juntas de Freguesia próximas das populações que querem servir.

Por tudo isto, é fundamental que todos os Santacombadenses votem no próximo domingo PPD/PSD. IL VAMOS TRABALHAR.

Só com uma forte maioria conseguiremos verdadeiramente, servir as pessoas, gerir o nosso território e otimizar a autarquia.

VIVA SANTA COMBA DÃO! VIVA PORTUGAL!

VAMOS TRABALHAR!